Chuvas garantem retorno das águas ao Rio Curimataú, na Paraíba
- @geografia_da_paraiba

- 15 de fev.
- 2 min de leitura
As chuvas registradas nos últimos dias no Curimataú Paraibano garantiram o retorno expressivo das águas ao Rio Curimataú, um dos principais cursos d’água do interior da Paraíba. Após um período de níveis mais baixos, o rio voltou a apresentar cheia em diferentes trechos do seu curso, transformando a paisagem e chamando a atenção de moradores da região.

Um dos pontos de destaque foi o trecho entre os municípios de Bananeiras e Dona Inês, na rodovia PB-103, onde o aumento do nível do rio evidenciou a resposta rápida da bacia hidrográfica às precipitações acumuladas. A ampliação da lâmina d’água e a força da correnteza demonstram como os sistemas fluviais do Agreste e do Curimataú reagem de forma intensa a eventos de chuva concentrados em curto período.

Outro registro importante ocorreu no distrito de Cachoeirinha, no município de Tacima, na ponte da PB-073. Nesse setor, o Rio Curimataú funciona como limite natural entre Tacima e Bananeiras, e a elevação do nível da água foi visível para quem trafegava pela rodovia. A cena reforça o papel do rio como elemento estruturador da paisagem regional e destaca a importância do monitoramento em áreas cortadas por vias estaduais.

Na cidade de Caiçara, as imagens também revelaram um cenário semelhante, com o leito ocupado por um volume de água significativamente superior ao observado nos meses anteriores. Em alguns pontos, a cheia relembrou episódios marcantes de anos com acumulados elevados, evidenciando a variabilidade climática característica da região.
De acordo com dados da AESA, diversos municípios do entorno registraram volumes expressivos de precipitação neste mês de fevereiro, o que explica a elevação do nível do Rio Curimataú ao longo de seu curso. Merecem destaque os municípios de Dona Inês (265,8 mm), Araruna (264,8 mm), Riachão (260,2 mm), Bananeiras (247,0 mm), Cacimba de Dentro (225,1 mm) e Solânea (200,1 mm). A manutenção de instabilidade atmosférica reforça a necessidade de acompanhamento contínuo, especialmente em áreas ribeirinhas e trechos rodoviários, onde o comportamento do rio impacta diretamente a dinâmica local.
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Por: Gabriel de Paiva.




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